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A resposta para esse questionamento é sim: a lesão no tornozelo pode dar direito ao auxílio-acidente. 

Porém, não é apenas o diagnóstico da lesão que gera o direito ao benefício. É preciso avaliar se ficou uma sequela permanente que reduza a capacidade para o trabalho.

Se você ficou com limitações para andar, carregar peso ou exercer sua profissão habitual, entenda neste artigo quais são os requisitos obrigatórios, os documentos necessários e como solicitar esse benefício indenizatório. 

Quando uma lesão no tornozelo pode dar direito ao auxílio-acidente? 

Como comentamos no início deste material, apenas ter sofrido a fratura não é suficiente para ter direito ao auxílio-acidente.  

O ponto fundamental aqui é comprovar que essa lesão gerou uma limitação definitiva no tornozelo, dificultando diretamente o desempenho da atividade exercida na data do acidente. 

Por exemplo: uma perda leve de mobilidade no tornozelo pode não afetar tanto um assistente administrativo que trabalha sentado. 

No entanto, para um pedreiro, motorista, estoquista ou vendedor que precisam passar horas em pé, carregar peso, subir escadas ou operar pedais, essa mesma limitação exige um esforço muito maior para trabalhar. 

É exatamente essa redução de capacidade para o trabalho que pode gerar o direito ao auxílio-acidente por lesão no tornozelo. 

Vale lembrar que, além da sequela, o trabalhador precisa cumprir outras regras do INSS. Você pode conferir quais são em nosso guia completo sobre os  requisitos do auxílio-acidente. 

Quais limitações no tornozelo podem afetar a capacidade para o trabalho? 

Na prática, existem algumas situações e lesões comuns no tornozelo que costumam afetar as atividades laborais do trabalhador:

  • Fraturas graves com uso de material cirúrgico:  Casos de quebra dos ossos do tornozelo (como maleólos ou tálus) que necessitaram de cirurgia para colocação de pinos, placas ou parafusos, resultando em perda de mobilidade.
  • Entorses crônicas e lesões ligamentares: Rompimentos de ligamentos que, mesmo após fisioterapia, deixaram o tornozelo instável (“bobo”), causando dores constantes e risco de quedas.
  • Artrose pós-traumática: Desgaste precoce da articulação do tornozelo causado por um acidente anterior, gerando rigidez e limitação de movimentos.
  • Perda de força ou limitação de flexão: Dificuldade permanente para dobrar o pé para cima ou para baixo, afetando a marcha (o ato de caminhar).

No momento da perícia médica, o perito irá avaliar a lesão, a sequela e também o tipo de trabalho que você exercia na data do acidente. 

Como provar para o perito do INSS que fiquei com sequela no tornozelo? 

Um dos maiores medos do segurado é realizar a perícia médica no INSS. Pois é nesse momento que muitos benefícios são negados. 

Para evitar surpresas, o mais importante é reunir uma documentação médica completa e atualizada, como:

  • prontuários médicos;
  • exames de imagem (como Raio-X e ressonâncias);
  • laudos e relatórios médicos atualizados;
  • documentos relacionados ao atendimento hospitalar e cirurgias;
  • documentos que demonstrem a ocorrência do acidente (como o CAT, se for acidente de trabalho ou boletim de ocorrência);
  • informações claras sobre as limitações que permaneceram após o tratamento.

O que o laudo médico do tornozelo precisa ter? 

O laudo médico precisa estar completo, detalhado e funcionar como uma linha do tempo. O documento precisa contar a “história” da sua recuperação e conter, obrigatoriamente:

  • O histórico do acidente: data e dinâmica do ocorrido;
  • O tratamento realizado: cirurgias, uso de pinos/placas e fisioterapia;
  • O diagnóstico atual: com o CID correspondente à lesão no tornozelo;
  • A limitação funcional: quais movimentos do pé/tornozelo foram reduzidos;
  • O impacto na profissão: como essa sequela dificulta as tarefas diárias do seu trabalho.

Documentação médica incompleta é um dos principais motivos de benefícios negados pelo perito. 

Vale a pena buscar a ajuda de um advogado previdenciário? 

Ao final desse artigo você aprendeu que uma lesão no tornozelo pode dar direito ao auxílio-acidente. No entanto, apenas o acidente não é suficiente para receber o benefício.

É preciso que esse problema tenha gerado uma sequela que prejudique o trabalhador a realizar o seu trabalho. Por isso a importância da documentação médica completa e atualizada para evitar negativas do INSS. 

Desta forma, contar com o suporte de um advogado especialista em direito previdenciário pode fazer toda a diferença. Esse profissional sabe exatamente o que o perito procura no laudo, auxilia na organização da sua linha do tempo médica e garante que sua profissão seja devidamente valorizada na análise técnica 

Se você ficou com dúvidas sobre o seu caso, fale com um de nossos especialistas em auxílio-acidente. Nossa equipe está pronta para analisar a sua situação e te orientar de forma segura. 

A Carbonera & Tomazini Advogados é especialista em benefícios do INSS